A realidade do nível de estresse e taxas de suicídios entre jovens é alarmante. Com o Método Birkman® podemos mostrar que há formas de orientar a felicidade, trazendo bem-estar e uma visão de futuro otimista.
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Os dados tornam-se, a cada dia, mais alarmantes. Milhares de jovens com vidas economicamente confortáveis, boas escolas e recursos tiram as próprias vidas, todos os dias. Um estudo feito pela Unifesp, Universidade Federal de São Paulo, indica que, entre 2006 e 2015, o índice de suicídio teve um aumento acumulado de 24%.
O Ministério da Saúde divulgou, em 2017, pela primeira vez, um “Boletim Epidemiológico de Tentativas de Suicídios e Suicídios Consumados no Brasil”. Entre outros fatos, evidencia-se que, entre 15 a 29 anos, a taxa é maior entre os homens, correspondendo a nove mortes por 100 mil habitantes; entre as mulheres, o índice é de 2,4 por 100 mil.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde:
De maneira geral, em todo o mundo, o suicídio acomete mais de 800 mil pessoas por ano, sendo a segunda maior causa de morte no planeta entre pessoas entre 15 e 29 anos, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) – a primeira é a violência. Números que, aliás, devem ser maiores, já que há indícios de subnotificação – para cada registro oficial, existem pelo menos quatro tentativas não registradas. Segundo a OMS, as tentativas devem ser cerca de 20 vezes mais frequentes do que o ato consumado. A situação é tão grave que a entidade determinou, como um imperativo global, a redução das taxas de suicídio em 10% até 2020.

O que leva esses jovens a adoecer assim?
Por quais razões os pais, professores e amigos só percebem que algo está errado quando já não há mais o que ser feito?
Em primeiro lugar, há uma exigência muito grande, em tempos de vestibular e ingresso nas universidades. Os jovens saem das casas, vão viver sozinhos, estão em contato com as drogas, e mais vulneráveis etc.
O estresse é o fator mais importante, no que diz respeito ao comportamento suicida. Segundo estudos realizados por Elza Dutra, da Universidade do Rio Grande do Norte (UFRN), alguns dos principais pontos são: perda de relacionamentos interpessoais; conflitos com parentes e/ou namorado (a) representam 70% das tentativas de suicídio.
Essa compreensão, aliada a um senso de responsabilidade, tornam o adolescente e o adulto jovem mais suscetível ao estresse associado à escola, estudos ou problemas sociais. Nessa fase de desenvolvimento, eles podem antecipar o impacto do seu comportamento todo o tempo, o que faz com que as questões possam ser percebidas como uma possível causa de estresse e problemas futuros e assim precipitar atos autodestrutivos na população adolescente.
O abuso de álcool e drogas, tão presente nas universidades, também aumentam os riscos para os mais jovens. Ter passado por violências físicas ou sexuais na infância, isolamento das relações afetivas, depressão de familiares, fatores genéticos também compõem esse universo preocupante.
Estudantes de Medicina
O suicídio entre médicos tem uma taxa altíssima. De acordo com os pesquisadores Simon e Lumry as razões pelas quais isso ocorre são:
- Médicos tendem a negar o estresse de natureza pessoal;
- Médicos tendem a negar o desconforto psicológico;
- Inclinações suicidas são acobertadas (tratamento mais difícil);
- Médicos elaboram, mais freqüentemente, esquemas defensivos (fecham-se para qualquer intervenção terapêutica eficaz);
- Negligência da família e dos colegas (ele é médico, sabe se cuidar); os médicos têm o meio do suicídio ao alcance das mãos (métodos mais eficazes para o êxito).
Muitos médicos possuem crenças de que são capazes de curar todas as pessoas, o que amplia sua frustração quando isso não ocorre. Meleiro, estudioso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo, destaca alguns dos componentes psíquicos que reiteram essa afirmação:
O perigo a que se expõe o estudante de medicina e, principalmente, o médico no exercício profissional é o de fazer uma identificação total entre seu eu e o “ser tanatolítico”, assumindo compromissos onipotentes. Os sentimentos de culpa por fracasso de onipotência (limites de realidade) favorecem o surgimento de quadros depressivos e suicídios, que são evidenciados por dados epidemiológicos, da literatura, de incidência e prevalência, nesse grupo profissional, como mais elevado que a população geral.
O médico por ser, na maioria das vezes, ativo, ambicioso, competitivo, compulsivo, entusiasta e individualista, é facilmente frustrado em suas necessidades de realização e reconhecimento. Isto pode ser suficiente para produzir ansiedade, depressão e necessidade de cuidados psiquiátricos.
Mas se houver preconceitos com a Psiquiatria, o médico buscará outras opções, como a somatização, abuso de álcool e drogas e o suicídio.
Para Wekstein , os elevados índices de suicídio encontrados nos estudantes de Medicina e nos médicos estão relacionados com a perda da onipotência, onisciência e virilidade idealizadas por muitos aspirantes à carreira médica durante o curso e a vida profissional, e a crescente ansiedade pelo temor em falhar.
No caso dos estudantes de Medicina, o risco é alto e extremamente vinculado aos padrões de estudo. O acesso às drogas também aumenta a possibilidade de o estudante vir a ter um grande estresse e se deparar com pensamentos suicidas.
Fatores de risco
A Unifesp fez uma pesquisa que destacou os principais fatores de risco entre os adolescentes. A desigualdade social e o desemprego são cruciais. Entre os mais jovens, há 23% de desempregados, que não estudam sequer. Estes números são trazidos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Atualmente, o suicídio é compreendido como um transtorno multidimensional, resultado de interações complexas entre fatores biológicos, genéticos, psicológicos, sociais e ambientais. O aumento de desemprego e da desigualdade social produz um ambiente social de risco”, explica o psiquiatra Elson Asevedo, que conduziu a pesquisa ao lado de Jair Mari e Denisse Jaen-Varas. Mas, para ele, “vários outros fatores modificáveis podem ser abordados como estratégias em um programa multisetorial de prevenção”.
Nos Estados Unidos, o suicídio é a segunda maior taxa de mortalidade. No Brasil, desde 2002, houve um aumento de 10% entre adolescentes de 15 a 19 anos de idade.
A Organização Mundial da Saúde possui um manual de prevenção, o qual possui algumas referências importantes para os profissionais que lidam com essas questões todos os dias.
Fatos e Mitos:
Mito número 1: a maioria dos suicídios ocorre sem aviso prévio.
Fato: a maioria dos suicídios foi precedido por sinais de alerta, verbal ou comportamental. Claro que existem alguns suicídios que ocorrem sem aviso prévio. Mas é importante para entender quais são os sinais e olhar para eles.
Mito número 2: apenas pessoas com problemas mentais cometem suicídio
Fato: O comportamento suicida indica profunda infelicidade, mas não necessariamente distúrbio mental. Muitas pessoas vivendo com transtornos mentais não são afetadas por comportamento suicida, e nem todas as pessoas que tomam suas próprias vidas têm um distúrbio mental.
Mito número 3: falar sobre suicídio é uma péssima ideia e estimula a pessoa a pensar sobre.
Fato: dado o estigma generalizado, a maioria das pessoas que cogita suicídio não tem com quem falar. Em vez de encorajar o comportamento suicida, falar abertamente pode dar outras opções individuais ou o tempo para repensar sua decisão. Dessa forma, é uma prevenção ao suicídio.
Mito número 4: pessoas que falam sobre o assunto não estão falando sério, apenas querem chamar a atenção.
Fato: as pessoas que falam sobre suicídio podem estar pedindo ajuda ou suporte. Um número significativo de pessoas contemplando suicídio está experimentando ansiedade, depressão e desesperança e podem sentir que não há outra opção.

Como o Método Birkman® pode nos ajudar
O Método Birkman® foi criado na Segunda Guerra Mundial, pelo Dr. Roger Birkman®. A principal fonte de estudos dele foram os combatentes de guerra, em situações altamente conflituosas. Sendo assim, para o médico, identificar os vários tipos de estresse é uma das mais ricas fontes de informação, para se adaptar e conseguir estabelecer padrões de comportamento saudáveis e felizes.
Com o relatório, possuímos muitas formas de orientar a felicidade, de acordo com a escolha de carreira mais adequada, os ambientes que trarão mais satisfação e quais aqueles que possuem a tendência em nos levar ao estresse crônico.
Life Style Grid
No Life Style Grid, o instrumento já nos aponta quatro áreas distintas:
- O comportamento usual do indivíduo
- Os interesses da pessoa em questão
- As necessidades ambientais que cercam a pessoa
- O comportamento sob tensão
Ora, se soubermos, com clareza, quais são os nossos interesses, como nos comportamos, em condições normais de temperatura e pressão, quais são os ambientes que nos trazem mais felicidade e como é nosso comportamento sob estresse, já é possível planejar, com cautela, escolhas de carreira saudáveis e viáveis para o bem-estar emocional do indivíduo. No entanto, a poderosa ferramenta vai além.
Componentes Relacionais
Construído com base em:
Cinco escalas de orientação, adaptados para avaliar comportamentos no ambiente de trabalho:
- Orientação Emocional
- Orientação Social
- Orientação em relação a Processos
- Orientação em relação a Controle
- Orientação em relação à Mudança
Sete subescalas de Preferências Pessoais: Empatia, Atividade, Pensamento, Comunicação, Interação, Incentivos, Autoridade.
Duas escalas relacionadas ao Ambiente Social: Autonomia Pessoal e Autoimagem.
Os Componentes Relacionais também nos alertam para os comportamentos usuais e sob estresse, o que pode auxiliar e muito uma pessoa a compreender quais áreas da vida profissional e pessoal estão alinhadas ou desalinhadas com as possibilidades de ser feliz.
A prevenção, sem sombra de dúvida, ocorre com a conscientização da pessoa sobre os seus próprios processos mentais e os ambientes que estimulem as melhores versões de si mesma.
É muito mais fácil modificar um ambiente que esteja trazendo sofrimento e dor do que mudar de personalidade.
Áreas de interesse
As áreas de interesse que o relatório nos traz também são fundamentais para uma vida mais equilibrada e focalizada no sucesso. Elas indicam quais são as principais fontes de alegria e satisfação de uma pessoa, que pode amplificar seu bem-estar, se estiver trabalhando nelas.
O contrário também é verdadeiro: é muito mais possível estar infeliz se você estiver trabalhando em áreas pelas quais seu interesse seja nulo, ou quase nulo.
Ter essa clareza auxilia o respondente a pensar em ações que possam vir a ter resultados no curto prazo.
Acolher os interesses, seja no ambiente corporativo ou em hobbies, é uma excelente forma de prevenir pensamentos depressivos e até suicidas.
Relatório de Gerenciamento de Carreira
Por fim, o relatório gera um relatório valiosíssimo, tanto para os profissionais qualificados, quanto para os respondentes.
Estudantes que buscam uma carreira, coachees em transições de carreira, grupos de trabalho ou pessoas que buscam ajuda para acelerar o autoconhecimento podem se beneficiar dessas informações.
O Relatório de Gerenciamento de Carreira é um instrumento abrangente que ilustra os pontos fortes organizacionais de um indivíduo e apresenta quais carreiras se encaixam melhor no seu perfil. Ele:
- É composto por 55 escalas ocupacionais e relacionais
- Compara o perfil do indivíduo ao de outros em ocupações específicas
- Possui alto grau de similaridade com uma carreira que sirva como de provável sucesso naquela área, ou seja, identifica o potencial de uma pessoa para ter sucesso naquela carreira
- É dividido em três etapas:
- Foco Organizacional
- Resumo de 55 pontuações ocupacionais e relacionais
- Representação gráfica com barras em quatro cores de indivíduos, equipes e membros de equipes que resume: preferência de trabalho, estilo de comportamento, apoio preferido (necessidades motivacionais), comportamento quando o trabalho e as necessidades não estão alinhadas.
- Família de Cargos/Títulos
- Maior semelhança com respostas de outras pessoas bem-sucedidas nestas ocupações ou profissões.
- Compara as respostas individuais com ocupações semelhantes que também seriam adequadas.
- Traz recursos importantes para auxiliar no desenvolvimento de carreira e planejamento de sucessão.
- Sumário de Carreira
- Identifica orientação de carreira, estilo gerencial e pontos fortes no trabalho.
- Resumo descritivo da informação contida no Foco Organizacional e no Relatório de Famílias de Emprego
Saber quem se é, o que se gosta e quais são as áreas que trazem mais felicidade pode resgatar o bem-estar de alguém e de uma família inteira e até mesmo pode salvar uma vida.
O instrumento Birkman® é um assessment de diagnóstico comportamental, que avalia a motivação, necessidades e estresse no ambiente de trabalho. Ele identifica com precisão: comportamentos sociais, expectativas subjacentes em relação ao ambiente de trabalho, potenciais reações de estresse (caso as expectativas não sejam atendidas), preferências ocupacionais e pontos fortes organizacionais. Esta ferramenta visa entender como cada um se vê, assim como as pessoas ao redor. Para saber mais, clique aqui!
Referências bibliográficas
- https://www.otempo.com.br/interessa/indice-de-suicidio-entre-adolescentes-cresce-24-em-nove-anos-1.2173731
- https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2018/07/05/suicidio-e-a-segunda-causa-de-morte-entre-universitarios-veja-como-evitar.htm
- https://apps.who.int/iris/rest/bitstreams/585331/retrieve
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