Crenças e valores pessoais impactam o ambiente organizacional?

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Como surgem as nossas crenças? Segundo Dawson e Marillat (2004), são seis as formas através das quais geramos as nossas crenças-chave, e a grande maioria surge antes dos seis anos de idade.

Pesquisas científicas têm demonstrado que antes de seis anos de idade as ondas cerebrais dominantes são as DELTA e, entre dois e seis anos de idade são ondas THETA. Estas oferecem uma leitura do ambiente com baixa energia em comparação às ondas a partir dessa faixa etária. DELTA é a frequência da meditação profunda. THETA é o nível da hipnose em que as pessoas ficam mais sugestionáveis e, também, está associada com o relaxamento profundo, criatividade, sono leve e os sonhos.

Quando nascemos, somos uma caixa vazia, sem memórias CONSCIENTES, portanto, chegamos ao mundo no modo DOWNLOAD. Durante os seis primeiros anos de vida, formamos as nossas crenças chave, que são gravadas no nosso circuito neural.

A fluidez das crenças

Como a água, crenças são fluídas – elas captam o momento, mudam de curso e filtram gerando novos caminhos. Ou seja, as crenças se ramificam e generalizam, dependendo do que está acontecendo em sua vida.

As nossas duas mentes

Todos nós temos duas mentes fantásticas e interconectadas. Aquela que você está usando para decifrar estas palavras durante a sua leitura é a MENTE CONSCIENTE. Essa mente nos proporciona a habilidade para analisar a nós mesmos.

A nossa outra instância é a MENTE INCONSCIENTE, literalmente significando abaixo da consciência. Trata-se de um banco de dados repleto de programas e crenças. Essa mente armazena todas as nossas ações diárias, desde andar até digitar. São milhares de informações armazenadas. Esse conteúdo é recuperado e apoia a nossa MENTE CONSCIENTE a pensar criativamente. Com isso, apenas precisamos da intenção para andar, e a MENTE INSCONSCIENTE roda o programa para essa ação.

Crenças moldam nossas reações no mundo

Estamos observando avanços enormes na NEUROCIÊNCIA durante as últimas décadas, bem como em EPIGENÉTICA, que estuda as mudanças nos organismos causadas pela modificação da expressão gênica em vez da alteração do próprio código genético. Esses avanços científicos têm provado que o nosso pensamento e o que acreditamos muda a nossa fisiologia e a nossa estrutura genética. Nossa mente e corpo estão conectados. Eles trabalham juntos em fluxo de mensagens e energia constantes, de célula para célula, e essas mensagens são controladas por sinais tanto no nosso interior como no ambiente ao redor. A nossa paisagem interior inclui as nossas emoções, nossa bioquímica, nossos processos mentais e as nossas crenças.  Externamente, são todas as coisas ao nosso redor, ou seja, as toxinas, alimento, cultura e outras influências. Quando nos deparamos com um sinal interno ou externo, o nosso corpo reage passando mensagens através das nossas 37 trilhões de células.

A sua crença!

Faça um brainstorming sobre as suas crenças. Isto ajudará você a identificá-las.

  • Pegue folhas de papel
  • Leia a lista de crenças abaixo e pergunte-se: “O quanto isso é verdade para mim considerando uma porcentagem de 100%?”.
  • Escreva cada crença que tenha um peso alto para você, no centro de uma folha, ou seja, uma crença por folha.
  • Observe a sua reação para cada crença e discuta onde essas crenças aparecem em diferentes áreas de sua vida. Relacione-as todas, reverberando os impactos no formato de “MIND MAP.”.

Se quiser, pode adicionar crenças que não estão listadas abaixo.

Tudo na vida é energia

O mundo é composto de energia eletromagnética, que por sua vez, é composta com várias partículas atômicas e subatômicas. Ao redor do mundo físico existe uma realidade vibracional (física quântica).  A teoria quantum já é considerada um fato, e é ensinada sem reservas nas escolas.

Como tudo isso nos afeta?

Nosso corpo energia

O nosso corpo é um sistema de energia viva. Considere a palavra “emoção” que significa em LATIN “energia em movimento”. A nossa energia é transportada pelo nosso corpo todo e também temos vibrações que atuam como se fossem magnetos e atraem frequência similar. A vibração que emitimos é controlada por nossas emoções. Assim, se mantemos crenças negativas em nossa MENTE INCONSCIENTE, emitiremos sinais negativos que atrairão eventos negativos que fortalecerão essas crenças.

Uma vez entendendo o que plantamos e colhemos através de nossa atitude, enxergamos um novo caminho para o pensamento positivo.

Somos os criadores de nossas experiências na vida, mas, isso não significa que temos que aceitar a responsabilidade por tudo que acontece e nem precisamos responsabilizar ou culpar os outros.  É importante identificar o que está em nosso sistema energético, a fim de ver o que estamos atraindo, e para fazer isso, precisamos identificar o que está em nosso banco de dados de programas e crenças, aquelas memórias emocionais em nossa MENTE INCONSCIENTE.

O campo humano do medo

Um aspecto de estar no corpo humano é ter os medos que vêm com esse fato.  No minuto em que saímos do INCONSCIENTE para a CONSCIÊNCIA, nós experimentamos o MEDO.

No momento em que nascemos, temos três medos básicos:

  • Medo do escuro
  • Medo de cair
  • Medo de ficar sozinho

A maioria de nós neste planeta vive com medo. O resultado são as doutrinas estabelecidas durante muito tempo que nunca foram questionadas ou desafiadas. Por exemplo, a nossa expectativa de vida. Se disséssemos a alguém há 300 anos que a média de expectativa de vida era de 75 anos, eles teriam dito: “Isso é um absurdo! As pessoas morrem aos 50 anos!”.

Campo pessoal

Todos nós temos comportamentos instintivos e sabemos como mamar no seio da mãe quando nascemos. Comportamentos aprendidos são diferentes, e eles se estabelecem por repetição, portanto, se tornando mais fortes. Falemos de outra forma, quanto mais energia colocamos no campo, mais forte o campo fica.

Campo familiar

Um dos campos mais fortes é o campo familiar. Temos uma forte ressonância com aqueles que são mais parecidos conosco. Podemos observar que somos parecidos com nossos pais ou ver nossos traços de personalidade em nossos filhos. Assim, aprendemos nossas crenças e padrões a partir daqueles ao nosso redor. Passamos os primeiros seis anos “downloading” informações desses ao nosso redor.

Mas, como as crianças absorvem os hábitos dos adultos se não há consciência em relação ao comportamento? Assim como as nossas crenças entram em nosso inconsciente através da modelagem, repetição e trauma, nós podemos sintonizar o campo de comportamentos da nossa família sem estar consciente disso. Vamos buscar sistemas de crenças que podem ter passado por gerações – e podem não ser mais útil para nós.

Campo cultural local

Uma vez que passamos a entender campos de comportamentos, passamos a vê-los em todos os lugares e como eles mudaram durante décadas. Se observarmos a INGLATERRA e os ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA desde a virada do 20º século, podemos ver mudanças na moda, linguagem, música e trabalho, inicialmente, com resistências, e depois, eventualmente, tornando-se convencionais.

Campo organizacional

Ninguém duvida que a definição de objetivos é uma das chaves mais importantes para o sucesso nas empresas, independentemente se eles são audaciosos ou pequenos ajustes. Enquanto a maioria de nós não tem problemas para identificar as metas que uma empresa quer alcançar, colocar os planos em ação é frequentemente mais difícil do que pensamos. As crenças podem afetar a disciplina e a motivação.

Desafiar as crenças dos outros raramente beneficia nós ou eles. No entanto, há grande valor em desafiar as nossas próprias crenças.

Quando mudamos as nossas perspectivas fora da nossa bolha de crenças e passamos a examinar as nossas suposições, temos a oportunidade de desenvolver a clareza entre a realidade e as nossas ilusões.

Muitos líderes ou colegas vão para o confronto para mudar as crenças do outro. O resultado é tornar as crenças mais arraigadas. Para alguns, isso significa gastar uma enorme quantidade de energia pessoal ao desafiar outras pessoas, criando frustração, irritação e decepção, sem mudar nada. Assumimos que se alguém não concorda conosco, as suas crenças são falsas.

O trabalho real: ter em mente no seu pensamento e conscientizar-se de suas crenças transforma o que você sente

Não queremos mudar apenas o nosso estado emocional, mas, também os muitos pensamentos negativos e imagens que a nossa mente projeta.

Começamos com atenção e autoconhecimento. Porque a nossa atenção fortemente determina o que percebemos, tem um papel importante na determinação daquilo que acreditamos sobre nós mesmos e sobre o mundo.   As crenças surgem e se fortalecem quando colocamos a nossa atenção em certa interpretação de um evento e concordamos que aquilo é uma verdade. O importante é desenvolver controle focado na nossa atenção via repetição. A prática aumenta a sua habilidade de redirecionar a sua atenção para algo mais positivo para você naquele contexto específico e momento.

O trabalho com o apoio da mente consciente

Quando você perceber que uma crença não lhe serve mais, exercite a sua MENTE CONSCIENTE. Cada pessoa tem um jeito diferente de ver ou sentir a si próprio.

  • Autoconhecimento: Esteja consciente de como você vê o seu “EU” na crença e suas implicações.
  • Ganhe controle da sua atenção.
  • Comece a imaginar um comportamento diferente do anterior e as consequências que você deseja que aconteça.
  • Cheque a mudança. Comece a mudança e cheque as respostas do entorno.
  • Previna recaídas. Quais os recursos que você precisa para garantir a resolução?
  • Repita…
  • Repita…
  • Repita…

Lembre-se! O nosso cérebro tem plasticidade física, mental e emocional. É necessário ter consciência sobre o que você quer mudar, confiança e vontade de mudar.

Referência bibliográfica:

Transform your beliefs, transform your life

De Karl Dawson e Kate Marillat, 2014

Hay House Inc, CA-USA

Traduzido e adaptado por Denise Manfredi, da Fellipelli Consultoria Organizacional.

Tema: Neurociência, NLI

Subtema: O processo de conscientização de nossas crenças faz-nos enxergar nossas atitudes e, assim, abrir um novo caminho para os pensamentos positivos.

Objetvo: Autoconhecimento, Autodesenvolvimento, Neurocoaching, Coaching, Liderança, Desenvolvimento Organizacional.


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