Team Management Profile (TMP®)

tmp-orientacao-profissional

Considerações e descobertas acerca de meu perfil profissional

 

Eu conheci a ferramenta de autoconhecimento e orientação profissional TMP® no ano de 2008, quando estava prestes a pedir demissão. Trabalhava numa empresa enorme de Tecnologia, na área de Treinamento e Desenvolvimento e não me via mais atuando em um setor tão impessoal novamente.

O relatório, superabrangente, possuía 30 páginas, que destrinchavam vários componentes de minha personalidade, atrelados às possíveis entregas profissionais:

  • Visão geral de sua personalidade no trabalho;
  • Pontos fortes de liderança;
  • Tomada de decisão;
  • Habilidades interpessoais;
  • Formação de equipes;
  • Áreas para autoavaliação;
  • Distribuição das preferências de trabalho.

Talvez a roda do TMP®, que distingue oito preferências de trabalho, fundamentais para as equipes de alta performance, tenha sido o meu primeiro “choque”.

 

 

Eu tinha 56% de INOVAÇÃO! Embora sempre soubesse da minha aptidão para pensar fora da caixa, gostar de criar, etc., jamais imaginaria que essa função seria maior do que metade de todas as outras juntas! Por INOVAÇÃO, o TMP® compreende que eu gosto de trabalhar com pessoas, e que as conversas são fonte de novas ideias para mim. Por ser altamente criativa, tendo a me dispersar com imensa facilidade também. Não aprecio ambientes de trabalho rígidos ou que limitem o meu papel intuitivo de vislumbrar novas possibilidades.

Apenas com esta informação, eu já sabia que deveria pedir demissão do meu cargo, na época. Trabalhava em um ambiente cheio de processos, com uma liderança que preferia que eu replicasse os treinamentos já consolidados, em vez de aproveitar o meu potencial criativo. Voltava frustada e deprimida, quase todos os dias.

A segunda fonte de satisfação, para mim, era a PROMOÇÃO de ideias. Ou seja, eu atuava como uma advogada do novo, de buscar os aliados para concretizar os projetos de futuro. Quando acreditava em um determinado projeto, eu ia até as últimas consequências para botá-lo em prática.

Por fim, apenas com essa primeira tabela, percebi por que algumas tarefas me eram absolutamente enfadonhas: esquecia-me de preencher a timesheet, tinha imensa dificuldade com reuniões que me pareciam irrelevantes, não gostava de replicar os treinamentos no piloto automático. Meu trabalho, quase o tempo todo, era uma tortura. Afinal, para uma pessoa que possui 0% de PRODUÇÃO e INSPEÇÃO, as rotinas são extenuantes e desesperadoras.

Logo que pedi demissão, fui contratada para atuar na área de Pesquisa e Desenvolvimento. Assim, tinha grande liberdade para criar, para flexibilizar os horários, para ter novas ideias e modificar os processos vigentes. Foi um verdadeiro êxtase na minha trajetória profissional.

 

Métricas de preferências de trabalho:

O TMP®, além de elaborar o gráfico das oito funções de trabalho que foram descritas acima, conta com uma outra métrica, semelhante às dimensões do MBTI®, mas que estão vinculadas à forma de comportamento no ambiente profissional. Os meus resultados, uma vez mais, trouxeram-me grandes insights em relação à minha nova escolha de carreira:

 

 

Além de ser EXTROVERTIDA – algo que qualquer pessoa facilmente percebe a meu respeito, eu prezo pela coleta de informações de forma CRIATIVA, tendo dificuldade com ideias práticas. Isso me auxiliou muito na escolha de parceiros de trabalho, pessoas que conseguissem traduzir a minha necessidade de criação em ações efetivas.

Pude perceber, também, que minhas decisões eram pautadas em CONVICÇÕES, ou seja, um ambiente corporativo muito distante, que me enxergasse apenas como um número, não poderia ter o meu melhor desempenho. Eu seria mais feliz em um ambiente que customizasse a comunicação para mim, tratando-me e valorizando-me pelo ser humano que sou, pela diferença que eu faço na empresa.

A minha organização também disse muito a meu respeito. Eu prefiro ambientes FLEXÍVEIS, onde exista espaço para mudanças de última hora. O relatório me mostrou o quão difícil me era tomar decisões, sem poder coletar o máximo de informações pertinentes. Controles detalhados me fariam perder o foco. Ter diversos projetos ao mesmo tempo me deixaria profundamente energizada.

O TMP® foi um instrumento libertador em minha vida profissional. Eu percebi que não havia uma maneira certa de entregar ou de gerir minha carreira. Infelizmente, quando estamos em nossos cursos de graduação, raramente nos é avisado que existem diversas culturas organizacionais e diversos papéis que podemos desempenhar. Passei alguns anos me sentindo um extraterrestre, avaliando-me como incompetente.

Muitos profissionais chegam à exaustão, ao burnout, ao esquecimento de suas potencialidades e ao estresse crônico por não terem em mãos ferramentas libertadoras como o TMP®. Como são poderosos, esses diagnósticos de comportamento!

Ao descobrir quem somos, o que gostamos e onde seremos mais felizes, universos inteiros se abrem diante de nossos olhos. É possível (e é um dever) sermos plenos em nossas atividades profissionais.

 

 

 


Leia também

O conceito da adequação usando o TMP®

Clique aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *