MBTI® e a Espiritualidade ao longo da vida

Cada Tipo Psicológico possui forma própria de se conectar à Espiritualidade. Mas temos que considerar quais são os processos mentais preferidos e o foco no processo de individuação.

A psique individual não se explica por nenhuma classificação. Contudo, a compreensão dos tipos psicológicos abre um caminho para melhor entendimento da psicologia humana em geral.” (JUNG, 2012, p. 521)

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A teoria junguiana explica-nos que somos orientados por duas atitudes (Extroversão e Introversão) e quatro funções mentais. Duas destas funções são irracionais (Sensação e Intuição) e duas são racionais (Pensamento e Sentimento).

Segundo Hillman:

Na atitude Extrovertida, a libido consciente flui normalmente na direção do objeto, mas há uma reação contrária, secreta inconsciente voltada para o sujeito. Na atitude Introvertida ocorre o oposto; a pessoa tem a impressão de que um objeto opressor quer constantemente afetá-la, objeto do qual ela deve afastar-se de maneira contínua. Tudo se abate sobre a pessoa, que é constantemente oprimida por impressões, embora não perceba que secretamente está tomando energia psíquica do objeto e passando-a a ele através da sua extroversão consciente. (FRANZ; HILLMAN, 1990, p. 11).”

Figura 1 Como percebemos o mundo - Sob diferentes olhares.
Figura 1 Como percebemos o mundo – Sob diferentes olhares.

Já as funções mentais são divididas em como percebemos o mundo e vislumbramos as informações e em como organizamos essas informações e tomamos decisões.

A Sensação é a função responsável por vemos as coisas como elas são. É o sentido responsável pela excelência da realidade. A Intuição é oposta, ou seja, busca as possibilidades que residem no mundo.

De acordo com Jacobi, as diferenças entre esses polos de percepção é a seguinte:

O tipo Sensação, por exemplo, irá perceber um dado histórico em todas as suas particularidades, todavia não irá dar-se conta dos nexos conjunturais nos quais está fundamentado; o Intuitivo, ao contrário, passa ao largo sem perceber as particularidades, mas percebe sem dificuldades de imediato o sentido interno do acontecimento, seus possíveis nexos e efeitos (JACOBI, 2013, p. 29).”

Nas funções decisivas, há também uma dicotomia. Se, por um lado, o Pensamento procura a compreensão do mundo a partir do conhecimento intelectual, da lógica, o Sentimento valoriza a mediação das emoções, como forma de organizar o ambiente.

Em síntese:

A função da Sensação nos assegura de que algo existe; a do Pensamento nos diz do que se trata; o Sentimento nos fornece o seu valor e, através da Intuição, temos um palpite do que podemos fazer com isso (as possibilidades). Qualquer função, isoladamente, não é suficiente para determinar o nosso autoconhecimento, ou então, o conhecimento do mundo ao nosso redor; todas elas, escreve Jung, são necessárias para um abrangente conhecimento (SHARP, 1987, p. 15)”

E Jung complementa sobre as funções:

Segundo o alcance de minha experiência, essas quatro funções básicas são suficientes para expressar e representar os meios e caminhos da orientação consciente. Para uma orientação plena da consciência, todas as funções deveriam concorrer igualmente; o Pensamento deveria facultar-nos o conhecimento e o julgamento, o Sentimento deveria dizer-nos como e em que grau algo é importante ou não para nós, a Sensação deveria proporcionar-nos a percepção da realidade concreta por meio da vista, do ouvido, do tato etc., e a Intuição deveria fazer com que adivinhássemos as possibilidades e panos de fundo mais ou menos escondidos de uma situação, pois também eles fazem parte do complexo quadro de um dado momento (JUNG, 2012, p. 523).”

Contudo, sabemos que a harmonia entre essas funções é utópica e impossível.

A jornada da alma nos traz uma hierarquia entre elas. Há uma que predomina, na qual gastamos metade do nosso tempo. Jung a denominou função dominante.

Para equilibrá-la, temos uma segunda função, a auxiliar, localizada em outro processo mental e em outra atitude. A soma dessas funções ocupa oitenta por cento do nosso tempo.

Sobra-nos apenas vinte por cento do tempo para utilizar as outras duas funções. Jung as denominou terciária e inferior. A terciária é paralela à auxiliar, enquanto a inferior é paralela à dominante.

Mas, na verdade, essas funções básicas estão, raras vezes ou nunca, igualmente diferenciadas e, portanto, disponíveis. Em geral, uma ou outra dessas funções ocupa o primeiro plano e as outras permanecem indiferenciadas no segundo plano.

Assim, há muitas pessoas que se limitam a perceber simplesmente a realidade concreta, sem preocupar-se em refletir sobre ela ou em considerar seu valor sentimental. Pouco se importam também com as possibilidades que podem estar em certa situação. Tais pessoas eu as denomino tipo Sensação.

Outras se deixam determinar exclusivamente pelo que pensam, e não conseguem adaptar-se a uma situação da qual não tem conhecimento intelectual. São os tipos Pensamento.

Outras pessoas, ainda, deixam-se guiar em tudo exclusivamente pelo sentimento. Perguntam apenas se algo é agradável ou não e se orientam por suas impressões sentimentais. São os tipos Sentimento.

Os Intuitivos, finalmente, não se preocupam nem com ideias nem com reações sentimentais, nem também com a realidade das coisas, mas deixam-se atrair exclusivamente pelas possibilidades e abandonam qualquer situação que não permite vislumbrar maiores possibilidades (JUNG, 2012, p. 524).”

A consciência dessa dinâmica traz a possibilidade de vivenciar o processo de individuação, que se constitui por etapas, sendo elas:

  1. Saber quais são as funções que me movem e que me trazem energia e em qual mundo me sinto mais confortável.
  2. Vivenciar, em plenitude, a manifestação dessas funções. Encontrar suas respostas existenciais.
  3. Passar pela crise de identidade, a metanoia.
  4. Redescobrir-se, como ser vulnerável e responsável por desenvolver as duas funções menos preferidas.
  5. Encontrar a si mesmo em um novo nível de vínculo com a existência.
  6. Compreender que a sabedoria, arquétipo do velho sábio, está na infinitude de perguntas, em detrimento das respostas.

Conhecer e identificar a tipologia dá ao indíviduo recursos inesgotáveis de aprimorar o processo de individuação.

A dor do crescimento pode ser substituída pelo aprofundamento de si mesmo.

Como uma das funções costuma ser desenvolvida num grau muito maior que as outras, uma pessoa que passar por uma situação nova e desconhecida na vida apresentará uma tendência a abordá-la a partir de sua função mais desenvolvida (a função primária ou superior). Também é comum haver uma função secundária relativamente bem desenvolvida, que age de forma congruente com a função primária. A função menos desenvolvida costuma ser denominada função inferior, o que designa sua natureza mais inconsciente e menos acessível ao ego.

Por esta razão, o processo de individuação muitas vezes requer o desenvolvimento da função inferior. (…) Como as quatro funções e os dois tipos de atitudes representam um modelo do funcionamento total da psique, o alvo da individuação pode ser descrito em termos de tipologia. Num sentido geral, a individuação avança mediante o desenvolvimento da função inferior, assim como pelo desenvolvimento do tipo de atitude oposto ao que marca a pessoa – os introvertidos desenvolvem a atitude extrovertida e os extrovertidos a atitude introvertida (HALL, 1986, p. 71).”

Figura 1.1 A espiritualidade e as fases da vida.
Figura 1.1 A espiritualidade e as fases da vida.

As atitudes na Espiritualidade:

Extrovertido

Você provavelmente é mais atraído para a oração orientada para a ação.

Você tenderá a ver a espiritualidade através de outras pessoas, eventos, escrituras, o mundo natural, e pode querer estar mais envolvido e atuar em seu relacionamento com Deus como líder ou em serviço. Sua oração será mais social e orientada para a ação.

Você pode, por exemplo, ser atraído para formas mais comuns de oração.

Introvertido

Se este é o caso, então você provavelmente seria atraído para formas reflexivas de oração e a jornada interior. Você pode querer olhar para as várias formas de práticas espirituais “internas” descritas aqui.

Você tenderá a ver Deus através de sua própria experiência pessoal e através de formas inspiradoras de oração.

No entanto, parte do nosso processo de crescimento é perceber que somos chamados à forma oposta de oração às nossas preferências, se quisermos crescer em equilíbrio e em liberdade espiritual. Somos todos chamados a estar em comunhão com Deus e a nos envolver na ação.

Algumas sugestões, então:

Convidamos o Extrovertido a sair de uma vida movimentada de ação e aceitar o desafio de descobrir o silêncio para suas preces; e convidamos o Introvertido a pegar a energia adquirida em sua rica vida interior e dar de presente aos outros.

A Espiritualidade nas Funções Mentais:

Sensorial

O Sensorial vive no aqui e agora. A vida é sobre o que vem através dos sentidos – toque, visão, som…

Práticas que se pode considerar:

Prática da presença de Deus: Os sensitivos podem se sentar com o sentido da presença de Deus sem muitas palavras ou pensamentos. Simplesmente estar na presença de Deus onde e o que quer que alguém esteja fazendo é uma oração profunda.

Figura 2 Ouvindo com o coração.
Figura 2 Ouvindo com o coração.

Escuta sagrada: Para a Sensação Extrovertida, simplesmente aprender a ouvir com o coração o que as pessoas estão dizendo é uma forma de oração. Prestar atenção amorosa à história de outra pessoa, sem julgamento ou críticas, é uma forma de abertura para o outro e emula a presença divina para aqueles que se aproximaram. Você pode, no processo, desenvolver o sentido de ouvir a Deus em sua própria vida, assim como na vida dos outros.

Mindfulness: Saboreie e aprecie a beleza da terra e todas as suas riquezas. Tire um tempo para sentir e usar seus sentidos. Preste atenção ao que realmente está acontecendo ao seu redor.

Oração corporal: Ao praticar a simples presença de Deus, use seu corpo para expressar sua oração. Existe uma ampla gama de orações corporais estabelecidas, que usam gestos e posturas para expressar sem palavras o que está em seu coração. Experimente formas de gestos corporais, como ajoelhar-se, reverências, prostrar-se para expressar seus sentimentos mais profundos. Aprenda e pratique formas de movimentos corporais suaves, reflexivos e intencionais, como o Tai Chi ou o Yôga.

Oração da respiração: Esta é a forma mais fácil e simples de orar por corpo e é frequentemente usada em conjunto com outras formas de meditação. Combina a atenção plena da respiração, bem como o relaxamento profundo, e pode ser combinado com um mantra – expirando a tensão e respirando o amor divino.

Intuitivo

O Intuitivo vive mais no futuro, se preocupa com possibilidades, tende a ser desenhado por símbolos e pelo uso da imaginação.

Práticas que você pode considerar:

Oração de centramento: Geralmente útil para os intuitivos, você concentra sua atenção em uma única palavra – Maranatha, Jesus, Amor … Você diz a palavra repetidas vezes, como um mantra, para retardar e esvaziar a mente. Quando os pensamentos surgem para distrar, você retorna ao mantra.

Orar com sua imaginação: Por exemplo, você pode se imaginar numa praia com Deus. Do que você estaria falando? O que ele poderia dizer para você?

Trabalho de sonho: Os intuitivos podem achar valioso prestar atenção em seus sonhos. Nossos sonhos são a voz do inconsciente e são um caminho com que Deus fala para nós. Escreva seus sonhos em um diário com algum detalhe. Em oração, use seus sonhos para refletir sobre quaisquer percepções ou sentimentos que você possa ter.

Meditações com áudio: As meditações guiadas podem ser uma excelente forma de se comunicar com o seu Eu Superior. Podem vir como mantras também, em gravações.

Pensamento

O tipo Pensamento usa lógica, fatos e verdade em situações de julgamento. O foco do pensador é geralmente “é certo, apenas?”

Práticas que você pode considerar:

Foco na justiça e na paz: Pessoas com a preferência Pensamento podem desejar, apesar de rezar, concentrar-se nas perspectivas de justiça e paz. Isso pode significar envolver-se em grupos de ação local, escrever para os deputados em questões importantes, etc.

Estudo dos livros sagrados: Outra abordagem de interesse particular para o tipo de pensamento é o estudo da Bíblia, Torá, Alcorão – um foco no significado, no contexto, nas implicações, nas referências e na aplicação de um texto. De particular interesse são aquelas passagens que descrevem uma “regra de vida.”

Leitura espiritual: os Ts também seriam atraídos para uma boa e sólida articulação de uma teologia espiritual. Qual é a base da espiritualidade? Como é uma psicologia espiritual? Quais são as raízes históricas da espiritualidade contemporânea? O que são teólogos e estudiosos contemporâneos dizendo sobre Deus?

Sentimento

O tipo Sentimento usa valores pessoais e uma preocupação com os relacionamentos, ao julgar ou tomar uma decisão.

Figura 2.1 Ter amigos é relacionar-se com Deus.
Figura 2.1 Ter amigos é relacionar-se com Deus.

Práticas que você pode considerar:

Desenvolver um senso de intimidade com Deus: O tipo Sentimento acredita em relacionamentos. Qualquer coisa que possa fomentar esse sentimento de amizade, relacionamento e intimidade com o Deus que está mais próximo de nós do que somos, será profundamente satisfatório.

História abençoada: Refletir sobre os momentos em nossas vidas quando sentimos a presença íntima de Deus trará resultados significativos para os Fs: “você estava lá para mim quando…”

Companheirismo espiritual: O tipo Sentimento se beneficiará do estabelecimento de um relacionamento com um guia espiritual ou parceiro espiritual. Esse relacionamento permite uma conexão pessoal mais profunda com um mentor que pode fornecer orientação e esclarecimento em sua jornada espiritual.

As 16 Tipologias e a Espiritualidade

Figura 3 Espiritualidade e os processos mentais.
Figura 3 Espiritualidade e os processos mentais.

De manhã, o Sol se eleva do mar noturno do inconsciente e olha para a vastidão do mundo colorido que se torna tanto mais amplo, quanto mais alto ele ascende no firmamento. O Sol descobrirá sua significação nessa extensão cada vez maior de seu campo de ação produzida pela ascensão e se dará conta de que seu objetivo supremo está em alcançar a maior altura possível e, conseqüentemente, a mais ampla disseminação possível de suas bênçãos sobre a terra.

Apoiado nesta convicção, ele se encaminha para o zênite imprevisto — imprevisto, porque sua existência individual e única é incapaz de prever o seu ponto culminante. Precisamente ao meio-dia, o Sol começa a declinar e este declínio significa uma inversão de todos os valores e ideais cultivados durante a manhã. O Sol torna-se, então, contraditório consigo mesmo. É como se recolhesse dentro de si seus próprios raios, em vez de emiti-los. A luz e o calor diminuem e por fim se extinguem.” – Jung

As tipologias possuem uma maneira própria de se conectar à Espiritualidade. Contudo, devemos levar em consideração quais são os processos mentais preferidos e a sua mudança de foco, no processo de individuação.

Assim, dependerá muito de qual estágio da vida o indivíduo se encontra (primeira metade, metanoia, segunda metade).

ENFJs

Populares e sensíveis, com excelentes habilidades de pessoas. Focados externamente, com uma preocupação real sobre como os outros pensam e sentem. Geralmente não gostam de ficar sozinhos. Veem tudo do ângulo humano e não gostam da análise impessoal. Muito eficazes na gestão de questões de pessoas e ao liderar discussões em grupo. Interessado em servir os outros e, provavelmente, colocar as necessidades dos outros sobre suas próprias necessidades.

Quando ultrapassam a metanoia, tendem a buscar a paz interior, a lógica intrínseca da presença divina. Tendem a valorizar menos a opinião alheia e se focalizam mais na concretude da vivência, através dos cinco sentidos.

Primeira metade: Fe – Ni

Segunda metade: S – Ti

INFJs

Silenciosamente fortes, originais e sensíveis. Extremamente intuitivos sobre as pessoas e preocupados com seus sentimentos. Os INFJs procuram o sentido e a ligação entre as ideias, relações e posses materiais. Querem perceber o que motiva os outros e são astutos na sua interpretação. Conscienciosos e firmes com os seus valores, desenvolvem uma visão clara de como podem alcançar o bem comum e são minuciosos a implementá-la.

Depois da metanoia, os INFJs tendem a se focar mais na Natureza como forma de conexão sagrada. Buscam, também, partilhar sua visão com os demais e focalizam sua atenção no aqui-e-agora.

Primeira metade: Ni – Fe

Segunda metade: T – Se

ENFPs

Entusiastas, idealistas e criativos. Capazes de fazer quase tudo que lhes interessa. Excelentes habilidades de pessoas. Precisam viver a vida de acordo com seus valores internos. Animados por novas ideias, mas entediado com detalhes. Mente aberta e flexível, com uma ampla gama de interesses e habilidades.

Depois da metanoia, os ENFPs tendem a estabelecer práticas introspectivas de conexão. Podem aceitar melhor os cinco sentidos. Percebem que há, em seu corpo, uma possibilidade de chegar ao divino.

Primeira metade: Ne – Fi

Segunda metade: T – Si

INFPs

Tranquilos, reflexivos e idealistas. Interessados em servir a humanidade. Bem desenvolvido sistema de valores, que eles se esforçam para viver de acordo. Extremamente leais. Adaptáveis e descontraídos, a menos que um valor forte seja ameaçado. Mentalmente rápidos e capazes de ver possibilidades. Interessados em entender e ajudar as pessoas.

Depois da metanoia, os INFPs tendem a buscar uma organização cósmica do mundo, a partir da Natureza e do aqui-e-agora. Podem, finalmente, encontrar razões para crer quando compartilham a mesma visão com outras pessoas.

Primeira metade: Fi – Ne

Segunda metade: S – Te

ENTJs

Assertivos e sinceros – eles são levados a liderar. Excelente capacidade de compreender problemas organizacionais difíceis e criar soluções sólidas. Inteligentes e bem informados, geralmente se destacam em falar em público. Valorizam o conhecimento e a competência e geralmente têm pouca paciência com ineficiência ou desorganização.

Depois da metanoia, os ENTJs tendem a ficar mais sensíveis e abertos às experiências únicas. É possível que isso venha após uma experiência transformadora, que abale a lógica e contrarie o óbvio.

Primeira metade: Te – Ni

Segunda metade: S – Fi

INTJs

Independentes, originais, analíticos e determinados. Têm uma capacidade excepcional de transformar teorias em planos de ação sólidos. Valorizam muito o conhecimento, competência e estrutura. Impulsionados para derivar significado de suas visões. Pensadores de longo alcance. Têm padrões muito altos para o desempenho deles e o desempenho dos outros.

Depois da metanoia, os INTJs vão buscar dar mais valor às pessoas e às vivências do aqui-e-agora. Tendem a se conectar mais com a Natureza.

Primeira metade: Ni – Te

Segunda metade: F – Se

ENTPs

Criativos, engenhosos e intelectualmente rápidos. Bons em uma ampla gama de coisas. Divirtem-se debatendo problemas. Ficam muito empolgados com novas ideias e projetos, mas podem negligenciar os aspectos mais rotineiros da vida. Geralmente francos e assertivos. Gostam de pessoas e são estimulantes da empresa. Excelente capacidade de entender conceitos e aplicar lógica para encontrar soluções.

Depois da metanoia os ENTPs tendem a valorizar mais o próprio corpo e o aterramento. Vão conseguir dar mais abertura aos pensamentos diversos, não limitando mais suas crenças. Podem se tornar mais silenciosos e atentos.

Primeira metade: Ne – Ti

Segunda metade: F – Si

INTPs

Pensadores lógicos, originais e criativos. Podem se tornar muito animados com teorias e ideias. Excepcionalmente capazes e dirigidos para transformar teorias em entendimentos claros. Valorizam o conhecimento, competência e lógica. Calmos e reservados, difíceis de conhecer bem. Individualistas, não possuem interesse em liderar ou seguir os outros.

O despertar da metanoia traz aos INTPs uma clareza de vivenciar o instante, além de perceberem que sozinhos não alcançarão a sabedoria. Podem se tornar místicos, na segunda metade da vida.

Primeira metade: Ti – Ne

Segunda metade: S – Fe

ESTJs

Práticos, tradicionais e organizados. Não estão interessados em teoria ou abstração, a menos que veja a aplicação prática. Tem visões claras do modo como as coisas deveriam ser. Leais e trabalhadores. Gostam de estar no comando. Excepcionalmente capazes de organizar e executar atividades. Valorizam a segurança e a vida pacífica.

Depois da experiência da metanoia, os ESTJs costumam buscar correntes mais filosóficas de espiritualidade. Descobrem o poder de estarem sozinhos para se conectarem ao divino. Valorizam mais os pontos de vista dos outros. Muitas vezes, essa ruptura vem a partir de um acontecimento muito fora de sua zona de conforto.

Primeira metade: Te – Si

Segunda metade: N – Fi

ISTJs

Sérios e tranquilos, interessados em segurança e vida pacífica. Extremamente minuciosos, responsáveis e confiáveis. Poderes de concentração bem desenvolvidos. Geralmente interessados em apoiar e promover tradições e estabelecimentos. Bem organizados, trabalham constantemente para metas identificadas. São geralmente capazes de realizar qualquer tarefa depois de terem decidido.

Após a experiência da metanoia, os ISTJs começam a se interessar mais por pessoas e também pela representatividade do todo. Podem assumir uma ligação com questões espirituais, que antes seriam impensáveis para eles. As vivências místicas podem ser feitas em grupo.

Primeira metade: Si – Te

Segunda metade: F – Ne

ESFJs

Calorosos, populares e conscienciosos. Tendem a colocar as necessidades dos outros sobre suas próprias necessidades. Sentem forte senso de responsabilidade e dever. Tradições de valor e segurança. Interessados em servir os outros. Precisam de reforço positivo para se sentirem bem. Sentido bem desenvolvido de espaço e função.

Após a metanoia, os ESFJs aprendem que os consensos não são sempre possíveis. Aprendem a enxergar o todo e a buscar uma lógica na espiritualidade. Voltam a atenção para o mundo interno, identificando suas próprias prioridades, em detrimento das outras pessoas. Podem, também se focalizar muito em causas sociais, mas isto durará a vida toda.

Primeira metade: Fe – Si

Segunda metade: N – Ti

ISFJs

Calmos, gentis e conscienciosos. Geralmente colocam as necessidades dos outros acima de suas próprias necessidades. Estável e prático, valorizam a segurança e as tradições. Sentido bem desenvolvido de espaço e função. Rico mundo interior de observações sobre as pessoas. Extremamente perceptivo dos sentimentos dos outros. Interessados em servir os outros.

Depois da metanoia, os ISFJs podem deixar de seguir as religiões tradicionais para embarcar em práticas alternativas, como Yôga, meditação e causas sociais. A busca por Deus deve, na segunda metade da vida, ser pelo amor e não pela culpa. Precisam aprender a ver o todo, para não cair em vitimização.

Primeira metade: Si – Fe

Segunda metade: T – Ne

ESTPs

Amigáveis, adaptáveis, orientados para a ação. Estão focados em resultados imediatos. Vivendo no aqui-e-agora, eles assumem riscos e vivem estilos de vida acelerados. Impacientes com longas explicações. Extremamente leais aos seus pares, mas geralmente não respeitam as leis e regras se atrapalham em fazer as coisas. Excelentes no desenvolvimento de pessoas.

Após a metanoia, os ESTPs tendem a buscar uma visão mais mística e aprendem a aquietar a mente. Podem ter necessidade de experimentar várias correntes religiosas, antes de eleger alguma. O foco da segunda metade da vida está em buscar um mundo melhor. Aprendem também a encontrar Deus em si mesmos.

A espiritualidade social pode ser mais atraente. Movimentos de paz, manifestações, e tudo aquilo que seja uma forma de mudar o mundo.

Primeira metade: Se – Ti

Segunda metade: F – Ni

ISTPs

Calmos e reservados, interessados em como e por que as coisas funcionam. Excelentes habilidades com coisas mecânicas. Tomadores de risco que vivem no momento. Geralmente talentosos em esportes radicais. Descomplicados em seus desejos. Fiéis aos seus pares e aos seus sistemas de valores internos, mas não excessivamente preocupados em respeitar leis e regras, se atrapalharem a realização de algo. Analíticos, destacam-se em encontrar soluções para problemas práticos.

Depois da metanoia, podem começar a se interessar por programas sociais e a se indagar por quais razões estão aqui, focalizando a atenção na Natureza e em ajudar os outros com o seu poder de estratégia.

Primeira metade: Ti – Se

Segunda metade: N – Fe

ESFPs

Os ESFPs são sociáveis, amigáveis e complacentes. Amam a vida, as pessoas e gostam de bens materiais. Valorizam o trabalho em equipe e adaptam-se facilmente a contextos diferentes. Têm senso comum e adotam uma abordagem realista no trabalho. Orientados para as pessoas e divertidos. Vivem no momento, amam novas experiências. Não gostam de teoria e análise impessoal. Interessado em servir os outros. Provavelmente são o centro das atenções em situações sociais. Bem desenvolvido senso comum e habilidade prática.

Depois da metanoia, é possível que os ESFPs comecem a buscar a justiça, a lógica e a visão do todo. Podem iniciar práticas meditativas e dar mais atenção ao mundo interno. Podem também procurar estratégias para melhorar a vida da comunidade.

Primeira metade: Se – Fi

Segunda metade: T – Ni

ISFPs

Calmos, sérios, sensíveis e gentis. Não gostam de conflitos e não fazem coisas que possam gerar conflitos. Leais e fiéis. Sensos extremamente bem desenvolvidos e apreciação estética da beleza. Não estão interessados em liderar ou controlar os outros. Flexíveis e de mente aberta. Provavelmente são criativos. Aproveitam o momento presente.

Depois da metanoia podem aprender a se unir a grupos, em prol do bem-estar da humanidade. É provável que sintam uma urgência em contar sua experiência espiritual, descobrindo a energia do mundo externo. Leituras sobre as diversas religiões podem ser excitantes, na segunda metade da vida.

Primeira metade: Fi – Se

Segunda metade: N – Te

Tema: MBTI®, Autoconhecimento.

Subtema: A identificação do Tipo Psicológico com espiritualidade e o que muda com as fases da vida.

Objetivo: Autoconhecimento, Autodesenvolvimento, Desenvolvimento em Equipe, Coaching, Relacionamento Interpessoal.

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