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Por Khalil Smith
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Os líderes empresariais podem aprender e muito sobre diversidade através de estudantes universitários que desvendam falsos assassinatos.
Isso foi em 2009. Pesquisadores da Universidade Northwestern, em Illinois, nos EUA, fizeram com que grupos de fraternidades e membros da irmandade resolvessem casos de assassinato. De repente, cada grupo ficou sabendo que receberiam um novo membro. Metade dos grupos deu as boas-vindas para alguém de dentro da sua fraternidade; a outra metade recebeu um outsider, um membro de uma fraternidade rival, um “estranho.”
Quando os pesquisadores coletaram os resultados, eles descobriram que as equipes que resolviam o maior número de casos eram aquelas com membros rivais, e não as pessoas com as quais os participantes se identificavam. Assim como, equipes com membros de fraternidades e fraternidades rivais superaram as que eram todas do mesmo grupo.
Notavelmente, isto foi apesar de os membros da equipe na condição diversa se sentirem menos positivos sobre suas interações, e menos confiantes em sua conclusão final, do que o grupo homogêneo.
Por que as equipes diversas são mais inteligentes?

A sabedoria dos negócios que podemos obter deste estudo é profunda, e torna-se ainda mais importante à medida que o trabalho em equipe e a colaboração passam a ser essenciais no cotidiano do trabalho. Vamos chamar isso de “paradoxo da diversidade”. As equipes diversificadas tomam decisões mais acertadas do que as equipes homogêneas, porém às custas da confiança nessa decisão. As equipes mais inteligentes abraçam este paradoxo, acreditando em resultados impulsionados pela diversidade acima do consenso.
As equipes diversas são mais inteligentes, pois livram o ar do pensamento único, um termo cunhado em 1971 para descrever os possíveis mecanismos psicológicos que levaram à Invasão da Baía dos Porcos, 10 anos antes, um evento visto mundialmente como uma tomada de decisão errada. O pensamento único, em outras palavras, é o que causa pessoas “inteligentes” a tomarem decisões “estúpidas”.
Conforme o artigo Como a Diversidade Derrota o Pensamento Único, a ser publicado posteriormente em Português, ter uma mistura de históricos e experiências é crucial para as empresas evitarem o pensamento único. E o estudo de 2009 da Universidade Northwestern reafirma isso. Ele sugere que:
Os líderes devem estabelecer as expectativas corretas – para si e para os membros da equipe – para como as interações podem repercutir, a fim de que as pessoas continuem motivadas diante das dificuldades.
Confie no processo, não no sentimento

Quando as equipes são mais diversificadas, em vez de se sentirem à vontade ou tranquilas, elas se sentem desarticuladas e um pouco tensas. Isso ocorre porque equipes diversas não (e não podem) se acomodam em maneiras familiares de pensar; as suposições e ideias das pessoas estão inerentemente em desacordo, mesmo que sejam em pequenas doses. Toda decisão requer pensamento e esforço, um conjunto de momentos de contraponto até que surja uma ideia mais completa e concreta.
No entanto, conforme descobrimos em nossa pesquisa e nosso trabalho com clientes, esse conflito é importante para que se chegue às melhores conclusões. Quando as pessoas se sentem muito confortáveis umas com as outras, elas podem sucumbir à hierarquia e à pressão da conformidade do grupo, fazendo suposições perigosas e usando um pensamento menos lógico.
Os outsiders, enquanto isso, agitam um pouco as coisas. Elas deixam as pessoas alertas e aumentam o nível de sensibilidade de todos, reduzindo as chances daquilo que o economista de Princeton, Roland Benabou chama de “agir como daltônico em um mar de bandeiras vermelhas”.
A tomada de decisão pode não ser perfeita – desde que as equipes sejam compostas por humanos carregados de preconceito e propensos a erros – mas abraçar o desconforto da diversidade leva a uma recompensa maior do que a segurança.
Fonte: https://neuroleadership.com/your-brain-at-work/the-smartest-teams-embrace-the-diversity-paradox
Traduzido e revisado por Fellipelli Consultoria Organizacional.
Tema: NLI®, Neurociência
Subtema: A diversidade promove momentos de contraponto que impulsionam a interação e a produtividade.
Objetivo: Team Building, Desenvolvimento Organizacional, Coaching nas Empresas.
