
Um conto de inspiração e guia prático para gestores, funcionários e amantes dos jelly beans.
Escrito por Graham Winter
Resumo
É a historia da grande equipe dos Jelly beans.
O modelo Think One Team.
O conto começa durante uma típica reunião matinal na empresa O’Donnell de Jelly Beans, na qual participam os cabeças de seis das divisões chaves da empresa. A expectativa dos participantes era que a reunião fosse um tédio e um tanto depressiva, pensando que fosse focar no fracasso de vários anos das vendas. Todos os gestores estavam prestes a ouvir as medidas que deveriam implementar para salvar a companhia. Quando a reunião começou, o CEO, uma pessoa de personalidade arrogante, fez discursos alinhados com as expectativas do público, anunciando cortes e prazos para salvar a empresa nos próximos quatro meses. À medida que a reunião foi progredindo, as diferenças dentro do grupo apareceram. Cada gestor defendeu suas ações e procurou se redimir de toda a responsabilidade. Ficou claro que não haveria nenhuma só conversa real ali.
Segundo o autor, Graham Winter, “conversas reais não acontecem nas reuniões de comitês executivos, mas nos corredores, nos encontros nos cafés das empresas, durante os almoços, etc. Ele compartilha que “as pessoas nos comitês executivos perdem a conexão com aquilo que faz uma empresa se movimentar. Eles perdem a linha de raciocínio, os momentos emocionais e as verdadeiras tensões. As coisas acontecem de forma muito controlada npor manter as aparências, o status e as próprias agendas.“
Na medida em que os gestores continuam com a reunião, eles procuram o propósito principal para avaliar a efetividade do modelo antigo de negócios no contexto da realidade atual. A conclusão a que eles chegam é que eles têm duas opções: podem continuar na mesma rota com suas equipes por departamentos e feudos e, assim, o negócio aos poucos irá sucumbindo ou eles podem desbloquear a comunicação e o trabalho em equipe e, assim, fazer algo diferente.
O autor aponta que a arrogância dos gestores seniores sempre esconde algo, e que este tipo de arrogância é um sintoma de baixa inteligência emocional ou de falta de confiança ou ambos.
De uma forma ou outra, a empresa/organização nunca poderá atingir seu potencial se esse for o estilo de seus dirigentes. No geral, as pessoas simplesmente se comportam para satisfazer os diferentes egos. Isto pode funcionar por períodos curtos de tempo, mas torna-se uma receita desastrosa em qualquer empresa, a não ser que seja de uma única pessoa.
Se você quer um atalho de “leitura veloz”, pode pular para a página 111, onde o autor descreve os cinco pontos principais da filosofia One Team. Nós mantivemos em inglês, para você encontrar com mais facilidade.
#1: Share the big picture – by “creating a believable and emotionally compelling story”
#2: Share the reality -“O’Donnell quotes Collins’ “Good to Great” noting that “in great organisations people hold discussions that confront reality”
#3: Share the air -“tapping into everyone’s ideas and energy to create an awesome team” by “giving people time to express their views”
#4: Share the load – “working together on actions that realise the “big picture”
#5: Share the wins and losses – “having clear goals and measures and avoiding focusing on the process and not the outcomes”
“Imagine as possibilidades quando todos na sua organização pensarem e atuarem como se fossem um grande time.“
“Esta posição está baseada na experiência em que a maioria das organizações (grandes ou pequenas) está habitada por mini reinados que não colaboram uns com os outros. Podemos chamá-los de várias formas como “feudos”, “silos” – eles são os inimigos principais dos negócios, pois só aumentam os custos, irritam os clientes e são considerados a raiz principal da perda de oportunidades.“
“Ironicamente, não são os feudos em si que são o problema, mas a incapacidade das organizações, ou mais precisamente das pessoas de promover trabalho em equipe através das fronteiras organizacionais.
“Num mundo cada vez mais interconectado, existem gaps enormes no que diz respeito a dar às unidades de negócios ou de operações o foco para que se tornem um feudo; mas muito poucas, ou quase nenhuma, podem ter sucesso sem praticar um “portas e janelas abertas” do feudo para colaborar com outros nos problemas e oportunidades.“
“Começando com a fábula da grande equipe dos Jelly Beans, o leitor pode se unir a uma viagem pelos feudos da organização e suas caraterísticas. Às vezes, a viagem é esclarecedora e outras um tanto divertida. Dessas experiência você aprende as cinco práticas que definem a diferença entre “pensar em feudos” e “pensar como UMA equipe”, e ver o que essas práticas representam para líderes e funcionários em toda a organização.”
“Com este conto vai se construindo o modelo One Team, o qual é muito fácil de entender e de aplicar em qualquer organização. O modelo ajuda a instalar uma linguagem dentro do ambiente que facilita ideias para pensar e atuar como uma equipe.“
“É importante enfatizar que Think One Team significa ser responsável, manter fronteiras organizacionais claras e permitir a especialização. Não foi concebida para justificar a existência de grandes departamentos, pois isso criaria burocracias que podem provocar ainda mais limitações. Ao contrário, trata-se de uma mensagem simples, mas poderosa para criar e manter parcerias duradouras entre as pessoas de qualquer organização para poder implementar com sucesso estratégias de negócios.
O Think One Team se transforma em uma filosofia ou mantra de trabalho, porque oferece uma forma mais produtiva e prazerosa de viver e trabalhar.”
Lembramos que a Inteligência Emocional é um componente fundamental a ser utilizado em momentos de mudança, assim como para criar confiança na comunicação das equipes.
Alguns conceitos básicos a se destacar sobre as caraterísticas da Inteligência Emocional:
O conjunto destas competências é o que podemos chamar de Inteligência Emocional. Elas têm cinco componentes principais:
* Auto percepção – capacidade de a pessoa conhecer a si própria, em termos de seus comportamentos frente às situações de sua vida social e profissional, além do relacionamento consigo mesma.
* Autocontrole – capacidade de gerir as próprias emoções, seu estado de espírito e seu bom humor.
* Automotivação – capacidade de motivar a si mesmo e realizar as tarefas e ações necessárias para alcançar seus objetivos, independente das circunstâncias.
* Empatia – habilidade de comunicação interpessoal de forma espontânea e não verbal, e de harmonizar-se com as pessoas.
* Práticas sociais – capacidade de relacionamento interpessoal e de trabalho em equipe.
Fonte:
”The One Team… an Inspiring fable for managers, employees & jelly beans lovers”– O livro encontra-se disponível na Amazon.com e na Livraria Cultura – Disponível somente em inglês.

