Vídeo: A Identidade Pessoal nos tempos de hoje – Zygmunt Bauman
Selecionamos este vídeo de Zygmunt Bauman , como uma maneira de ilustrarmos a importância do autoconhecimento na construção da identidade pessoal.
Excelente reflexão para levarmos este curto trecho de um vídeo para uma discussão em equipe ou parte de um treinamento.
O sociólogo polonês Zygmunt Bauman é um dos intelectuais mais respeitados da atualidade. “De acordo com Bauman, nos tempos atuais, as relações entre os indivíduos nas sociedades tendem a ser menos frequentes e menos duradouras.”
Na visão de Bauman, vivemos um mundo fluido, ou seja, mudanças em alta velocidade, onde todas as coisas tem um caráter atemporal, inclusive as relações pessoais.
Então como definirmos nossa identidade se ela é constantemente redefinida?
Trazer essa discussão da identidade à luz do autoconhecimento pode ter papel muito importante hoje.
Para que utilize este vídeo com equipes de trabalho, ele pode ser aplicável para alguns temas como:
- Gestão de Pessoas
- Gestão de Mudanças
- Transição de Carreira
- Resiliência
Quais os conceitos que pode reforçar:
- 1. Não começamos nossa identidade do zero, temos traços de personalidade diferentes, e o contexto em que vivemos e o ambiente em que crescemos influencia na construção de nossa identidade.
- 2. “Myers–Briggs Type Indicator” (MBTI®) é uma ferramenta que permite entender, de forma positiva, as diferenças entre as pessoas, por meio da compreensão de cada tipo de personalidade e das características que estão associadas a elas.” O autoconhecimento é o primeiro passo.
- 3. Ter consciência de quem somos, como nos motivamos, aprendemos, nos energizamos nas relações, é um caminho saudável e mais rápido na busca de nossa identidade.
- 4. Em um mundo fluido, ter consciência de seu estilo e construir sua própria identidade questionando os valores e as crenças nos quais foi doutrinado ajuda a atingir seus objetivos e suas ambições pessoais.
- 5. O autoconhecimento individual fortalece e prepara a equipe para perceber como os outros fazem de forma diferente, que não há certo ou errado nisso, mas um ganho de energia de se trabalhar com a diversidade de pessoas.
- 6. Hoje temos a necessidade de manter cada vez mais nossa individualidade – “quem sou eu?” – mas, ao mesmo tempo, precisamos cada vez mais nos sentir que “pertencemos a” porque estamos todos conectados.
- 7. Multiplicamos nossas conexões e comunicações. Só que quantidade não significa qualidade. Importante que se intensifique o processo de autoconhecimento , com maior ampliação da consciência social para realmente viver de forma colaborativa neste mundo.
Voltando ao Bauman, “Precisamos recriar nossa própria identidade, muitas vezes, partindo do zero. Isso é tarefa para a vida inteira porque as formas atraentes e tentadoras de viver mudam inúmeras vezes. A incessante reformulação do nosso “cartão de visita” faz com que “ser”, associado à nossa essência, seja menos valorizado do que a ânsia de se manter em constante adaptação às demandas que vêm de fora.”
Fontes:
- A arte da vida (The art of life. John Wiley). Traduzido por Carlos Alberto Medeiros. Jorge Zahar Editor
- Modernidade Líquida (Liquid Modernity). Traduzido por Plínio Dentzien. Jorge Zahar Editor
- Myers Briggs Foundation
