STEP II™ – A evolução do MBTI®

Introdução geral aos conceitos

O instrumento MBTI® STEP II é o resultado de vários anos de pesquisas e observações que começaram com Isabel Myers. A versão básica do indicador leva às descrições dos 16 tipos psicológicos, mas oferece poucas informações sobre como as pessoas que têm o mesmo tipo se diferenciam. Ao adicionar itens que não eram diretamente identificados nas quatro letras do tipo, Myers pretendia explorar e identificar as singularidades de cada tipo. Ela estava nesse processo quando faleceu em 1980.

Para cada uma das dicotomias identificaram-se cinco facetas. Usa-se este termo, em vez de subescalas, porque tem o sentido das facetas de um diamante que sutilmente reflete suas diferentes qualidades. O diamante bruto teria 8 lados; o diamante lapidado teria 40 lados, tornando-o mais brilhante e valioso. Por exemplo, sabemos que a dicotomia Extroversão e Introversão leva a questões importantes como sociabilidade e expressividade. Assim, uma forma diferente de se identificar estes pontos teve que ser criada com foco na sociabilidade e expressividade.

É importante lembrar que na tipologia o TODO é maior do que a soma das partes. A tipologia tem uma dinâmica que não é apenas o resultado das suas quatro letras.

Assim, tomando como exemplo um ENFP, cuja ordem de preferências é: Ne, Fi, Te/i e Si, entendemos que deva ser uma pessoa que foca sua energia em ideias e insights voltadas para o mundo externo (Ne dominante) e que usa seu Fi para verificar a validade e o significado destas ideias e insights (Fi auxiliar). E que tende a negligenciar seu terciário (Te/i) e seu Inferior (Si). Mas se esta pessoa apresenta na dicotomia T – F em seu resultado Step II uma faceta para T, como por exemplo, questionar, isto pode indicar o uso adequado de uma faceta em sua função terciária (T).

As facetas oferecem informações sobre a forma particular como cada pessoa expressa seu tipo, assim como as preferências menos usadas. Estas expressões variam de pessoa para pessoa, tendo em vista suas acomodações resultantes de experiências e de pressões do ambiente. Por exemplo, um P que é Antecipado, uma faceta J, em vez de seu oposto Movido pela Pressão, uma faceta P, pode ter tido este resultado tendo em vista as demandas de seu ambiente de trabalho que requerem e premiam este tipo de comportamento.

Quem trabalha com Tipos Psicológicos sabe que uma pessoa pode ser igual a qualquer outra de seu tipo, como algumas pessoas de seu tipo e como ninguém de seu tipo! O Step II oferece mais informações sobre como a pessoa exercita seu tipo. Por exemplo, fica mais fácil explorar a razão de porque dois Es, um que é mais quieto e reservado em certas situações, mas que tem um grande círculo de amizades, e outro que é mais animado e entusiasmado em várias situações, mas que possui um círculo reduzido de amizades.

O Step II também pode ser usado para explorar as possíveis razões das preferências leves que levam à incerteza sobre o tipo, através da análise das facetas que são consistentes ou inconsistentes com o tipo.

 

Conceitos Básicos

Um polo de uma dicotomia jamais é definido comparado com a quantidade ou grau do outro polo. Por exemplo, T não é definido como uma falta de F e nem F é definido como uma falta de T. Elas são preferências separadas e distintas para se tomar decisões, chegar-se a conclusões. Assim quantidade de uma preferência é irrelevante. A pessoa é livre e capaz de usar qualquer polo da dicotomia, mas geralmente expressa mais um polo que o outro. Isto implica em ver a personalidade como Tipos, o que é diferente de vê-la como uma série de Traços. Isto quer dizer que o Tipo é pela qualidade e o Traço pela quantidade.

Importante saber que quando olhamos as facetas do Step II estamos de fato olhando para um microcosmo de certos aspectos da dicotomia principal. Assim podemos examinar as preferências em detalhes, mas temos que lembrar que na vida real, todas as facetas são apresentadas pelo todo do tipo da pessoa e não seus fragmentos.

Assim vale lembrar que:

  1. Observar as facetas específicas significa que nos movemos um nível para baixo das generalizações das preferências principais, que não estamos focando suas interrelações.
  2. Há variações de tipo de ordem pessoal como idade, gênero e história de desenvolvimento que podem influenciar como a pessoa expressa sua tipologia.
  3. As descrições das facetas referem-se aos seus opostos, pessoas que estão na zona média podem ter uma mistura das facetas. Porém isto não é verdade para todas elas, pois há algumas que não são tão opostas.
  4. Mesmo assim, explorar as facetas isoladamente agrega um grande valor para se entender com profundidade a riqueza do tipo.

A ordem das facetas de cada preferência segue um padrão determinado pela força da influência da faceta na respectiva preferência. Assim, sempre o primeiro par apresentado é bem mais próximo e forte do que o último. O que também implica em que neste primeiro par é mais raro encontrar resultados fora da preferência.

Clique abaixo para fazer o download da tabela das facetas de cada preferência com uma breve descrição:

DOWNLOAD

Tema: MBTI® , Autoconhecimento.

Subtema: Explorando as possíveis razões das preferências leves que podem levar à incerteza sobre o tipo psicológico.

Objetivo: Autoconhecimento: Autodesenvolvimento, Desenvolvimento de Equipe, Desenvolvimento Organizacional, Coaching, Coaching nas Empresas.

Este conteúdo é de propriedade da Fellipelli Consultoria Organizacional. Sua reprodução; a criação e reprodução de obras derivadas – a transformação e a adequação da obra original a um novo contexto de uso; a distribuição de cópias ou gravações da obra, na íntegra ou derivada -, sendo sempre obrigatória a menção ao seu autor/criador original.


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Apresentação – Modelo de devolutiva MBTI® Step II

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