O perigo de uma única história

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Esta autora nigeriana, chamada Chimamanda Ngozi Adichie, apresentou uma TED Talk que atraiu milhões de telespectadores. Chimamanda usa o seu exemplo de vida para destacar o perigo de uma história única reproduzida – um conto que retrata apenas um aspecto de um lugar ou das pessoas. “Aqueles com maior poder perpetram e perpetuam estereótipos com essas histórias, desumanizando seus súditos.”

Neste vídeo, você vai aprender:

• Como a proliferação de “uma única história” cria equívocos;
• Como quem está no poder perpetra e perpetua estereótipos com histórias individuais; e
• Como várias histórias de um povo ou lugar aumentam a compreensão.

Quais são as ideias fundamentais desta palestra:

Chimamanda Adichie incorpora o discurso da diferença e se vale do pertencimento a ela para expor momentos de discussão. Assim, pela compreensão própria de seu universo, a escritora traz diversas histórias com intento pela conscientização da urgência da busca pelo conhecimento, pelo entendimento do ‘outro’ e de outros lugares. Enfatiza a fuga do paradigma, do senso comum, da informação pronta, da história única sobre qualquer pessoa, lugar ou aspecto.

Qual a importância desta reflexão para as empresas?

Grandes multinacionais precisaram superar resistências culturais próprias e externas para operar com sucesso em um mundo globalizado. É preciso que a empresa esteja pronta para dialogar e se inserir na sociedade local, oferecendo melhorias à comunidade e formando profissionais.

Fazer a gestão da diversidade no ambiente de trabalho é também trazer pessoas que ofereçam variados pontos de vista, enriquecendo uma gama maior de ideias e experiências.

Recomendamos esse vídeo para executivos de Recursos Humanos e para aqueles que trabalham ao lado de pessoas de outras culturas.

Quem é Chimamanda Ngozi Adichie

É uma escritora nigeriana. Ela é reconhecida como uma das mais importantes jovens autoras anglófonas que está tendo sucesso em atrair uma nova geração de leitores de literatura africana.

Aos 19 anos, deixou seu país para cursar Universidade nos Estados Unidos. Lá teve episódios inversos da história única: sua colega de quarto chocou-se ao saber que inglês era, também, idioma oficial na Nigéria e ficou bastante desapontada quando pediu para ouvir o que chamava de “música tribal” e escutou Mariah Carey tocar na fita cassete que a nigeriana havia levado. “Sua posição padrão para comigo, como africana, era um tipo de arrogância bem intencionada: pena”, diz. Sua colega de quarto tinha uma história única sobre a África, sobre catástrofe.

“Mas histórias podem também ser usadas para capacitar e humanizar. Histórias podem destruir a dignidade de um povo, mas histórias também podem reparar essa dignidade perdida.

Quando nós rejeitamos uma única história, quando percebemos que nunca há apenas uma história sobre nenhum lugar, nós reconquistamos um tipo de paraíso.” – Chimamanda Ngozi Adichie.

Fontes:
– Chimamanda Adichie: o perigo de uma única história – https://www.youtube.com/watch?v=wQk17RPuhW8
– Como adaptar sua empresa a várias culturas, AIESEC – 2016


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