Esclarecendo sobre as preferências no resultado do MBTI®

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Um apoio aos iniciantes no processo de devolutivas

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Na devolutiva aos clientes, às vezes, eles ficam em dúvida quanto ao resultado apresentado. Eles relatam que apresentam ambos os comportamentos, quando respondem às perguntas do instrumento de avaliação, mas precisam escolher entre uma delas.

As pessoas estão acostumadas a ver o que fazem e às vezes elas perdem de vista quais são suas preferências. A maioria das pessoas usa todas as oito preferências do MBTI® para levar uma vida efetiva.

O processo de interpretação do MBTI® orienta os profissionais a ajudar os clientes a validarem seus tipos fazendo com que eles leiam as descrições no livro Introdução à Teoria dos Tipos Psicológicos*.

A escolha forçada das perguntas do MBTI® tem como objetivo indicar a preferência por uma maneira aceitável de operação.

É importante que tenha claro que a teoria de Jung, base utilizada no MBTI®, afirma que todas as preferências dos tipos são usadas por todos, mas que a pessoa tem uma preferência por um dos lados de cada conjunto de opostos.

Lembrando que o MBTI® trabalha com os quatro pares opostos de maneiras de pensar e agir, chamados dicotomias (dimensões). As preferências são normalmente indicadas por letras maiúsculas que indicam cada uma destas quatro preferências.

As quatro dicotomias:

dicotomias-tabela

A segunda coisa que podemos fazer é explicar que quando as pessoas aparentemente não têm uma preferência clara para qualquer lado de um par de preferências, isso não faz as duas preferências serem “equilibradas” ou “iguais”.

Quando o MBTI® é pontuado para gerar o resultado de cada pessoa, ela recebe um relatório que identifica a preferência escolhida por ela em cada dicotomia, com o número que vai de 1 a 30. Esse número é chamado de Índice de Clareza de Preferência (ICP) e ele indica a clareza com que a pessoa escolheu um lado em vez de outro.

Um ICP alto significa: a pessoa escolheu consistentemente um lado, tem clara a sua preferência.

ICP baixo: a pessoa não relatou a preferência tão claramente.

Olhando um exemplo abaixo:

tabela-clareza-preferencias

O que concluímos:

– A pessoa não possui mais ou menos uma preferência;
– O fato de esta pessoa ter um N 15 em Introversão, por exemplo, significa que ela relatou claramente sua preferência nesta dicotomia;
– É incorreto assumir que esta pessoa com N15 de Introversão possui um comando melhor de Intuição do que uma pessoa com um índice mais baixo;
– A pontuação mais alta ou mais baixa não deve ser usada como um indicador de nível de eficácia ou habilidades do respondente.

As pessoas são muito mais do que tipos, por isso, precisamos ser cuidadosos para garantir o uso correto do instrumento.

Precisamos sempre levar em conta a o momento em que nossos clientes responderam o questionário.

Muitos fatores externos também influenciam em como as pessoas respondem às perguntas de auto-avaliação.

O MBTI® é uma avaliação confiável e válida, quando usada de maneira correta. Por isso, os resultados devem ser sempre apresentados como hipóteses que exigem a validação do cliente, junto à pessoa certificada no instrumento.

Fontes:

– Hirsh, Sandra e Kummerow, Jean – Livro – Introdução aos Tipos Psicológicos nas Organizações – Disponível na Fellipelli
https://links.loja.fellipelli.com.br/livro-introducao-aos-tipos-psicologicos-nas-organizacoes-ptbr
– I’m Both! – Artigo de Patrick Kerwin, MBTI® Master Practitioner – CPP, 2016


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